Falar em marxismo de matriz comunista (Evoé, Gildo Marçal Brandão!) na América Latina, categoria geográfica, política e cultural desde sempre imprecisa, com a qual espíritos rebeldes e/ou teimosos seguem querendo e buscando se identificar, é falar de galhos políticos-culturais de um tronco quase imaginário. Variados caracteres, alguns desses galhos estão mortos, outros sobrevivem pela referida teimosia. Mas um deles insere-se, na história política e intelectual do nosso continente, como uma ´corrente subterrânea´, mais ou menos tal qual a imagem que Raymundo Faoro tinha de certo liberalismo no Brasil. Tem papel não desprezível na construção da democracia política, nesse quadrante do mundo, sem jamais ter alcançado nele a condição de corrente hegemônica, sequer a de corrente orgânica, em partidos políticos relevantes.Embora seja, efetivamente, uma tradição política que adotou Gramsci com ´seu´ autor para entender democraticamente um contexto e não como pretexto de proselitismo socialista, ou álibi legitimador de políticas pequenas esta esquerda vê-se algo exilada da vida política do continente. A reivindicação que intitula o livro ´Um lugar no mundo´ revela a busca de dar perspectiva cosmopolita ao que é suposto como um lugar político pródigo em particularidades, entre as quais a de ser um lugar compartilhado por diversos lugares nacionais. (…) Fragmento da “orelha” do livro, escrito por Paulo Fábio Dantas Neto.

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